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O Tubarão Australiano



Ian Thorpe um verdadeiro “torpedo humano”, foi como o chamaram após ter conquistado duas medalhas de ouro em um mesmo dia. O australiano surpreendeu a todos com sua grande técnica, agilidade, e concentração, nas provas em que participou. Ian foi à grande sensação das Olimpíadas de Sydney em 2000.

 Com apenas 17 anos, ganhou três medalhas de ouro e duas de prata nas olimpíadas. Nos 40x100m no revezamento e, nos 400m livre conquistou suas medalhas de ouro, isso sem contar que Ian Thorpe quebrou seu próprio recorde mundial ao vencer a prova dos 400 metros livre.

Dois dias depois competiu novamente e, ganhou sua primeira medalha de prata nas olimpíadas de Sydney nos 200m livre, perdendo pra o nadador holandês Pieter van den Hoogenband, há quem fale que Thorpe só perdeu porque estava cansado.

 Mas o relâmpago Australiano, que é tão rápido quanto um, logo em seguida faturou sua terceira medalha de ouro em Sydney ao vencer a prova dos 4x200m livre com a equipe australiana. Para encerrar sua participação nas olimpíadas de 2000 com “chave de ouro” Ian ganhou sua quinta medalha, de prata, nos 40x100m medley de revezamento.

Ian se interessou por esportes desde pequeno, vindo de uma “família esportiva”, onde seu pai Ken Thorpe era um jogador de críquete, sua irmã também pratica a natação, foi incentivado desde pequeno a praticar esporte, é ótimo que ele tenha sido incentivado, pois só assim o mundo todo pode apreciar o grande tubarão das piscinas.

Isso nos faz pensar novamente se o que falta para o Brasil deslanchar nas olimpíadas seria o incentivo ás crianças, um investimento real nos esportes, e acreditar nas futuras gerações. Porque nessa olimpíada o Brasil literalmente não soube nadar a favor da maré, e as medalhas de ouro que esperávamos foram por água abaixo.






Fotos - Ian Thorpe nas Olimpíadas de 2000

O lado Feminino da força



          Já se passaram doze anos desde as olimpíadas de Sydney, e também fazem doze anos que o halterofilismo feminino estreou como uma modalidade olímpica, 36 anos depois que a modalidade entrou nas olimpíadas em Tóquio (1964).

          O Halterofilismo ou como é popularmente conhecido, levantamento de peso, é um esporte para testar a “potência” do atleta, mas não exige somente força, exige também técnica, flexibilidade, equilíbrio e coordenação.

          A força, como muitas outras coisas, é diferente entre os sexos. “Mulheres são mais frágeis” - dizem muitos homens. Mas as atletas olímpicas do ano de 2000 provaram o contrário. O esporte é dividido em várias categorias de acordo com o peso e, em cada uma delas, as mulheres mostraram do que são capazes levantando quase tanto peso quanto os homens.

          Para essas atletas, mesmo as que não ganharam medalhas, são vencedoras. São vencedoras por estarem lá representando seu país nessa competição, são vencedoras por trabalharem duro para chegar até onde chegaram, e são vencedoras por aceitar os riscos que esse esporte pode trazer.

          O levantamento de peso pode trazer diversos problemas como lesões (LER), artrite (inflamação das articulações), hipertensão arterial, dores musculares e, além de tudo isso, o Halter (barra com pesos) pode, a qualquer momento cair, e então os problemas podem ser mais graves que o imaginado. Sorte que nesse ano nada grave aconteceu.

           Em 2000, a vencedora da medalha de ouro da categoria de até 75 kg foi Maria Isabel Urrutia, que conquistou a primeira medalha de ouro para a Colômbia, que saiu em primeiro lugar entre os países da America do Sul.


Maria Isabel Urrutia

          O Brasil, assim como em muitas outras modalidades, não ganhou nenhuma medalha no halterofilismo, e essa foi a Olimpíada com o pior desempenho brasileiro, sem nenhuma medalha de ouro das seis disputas pelo pódio. De muitos favoritos que disputaram nesse ano, o Brasil foi quem dançou. Dançou, mas dançou bem mal.

Educação: A chave para o sucesso


As olimpíadas de Sydney chegaram ao fim, foi uma olimpíada sem brilho para o Brasil, não tivemos um resultado satisfatório fica aquela sensação de “podíamos ter feito melhor!”.  Mas essa é a questão. Como fazer melhor?

A verdade é que nunca tivemos um real investimento nos esportes, em geral, a maioria das pessoas nem chegam á saber o que é “handebol” ou “badminton”, apenas tem alguma noção se a escola em que estudam for muito boa e tem a oportunidade de aprender nas aulas de educação física.

Normalmente a maioria das pessoas só chega a se interessar pelo esporte se o Brasil está disputando. Ninguém quer ver um jogo de basquete em que o Brasil não está competindo, porque, a verdade é que o brasileiro não gosta de esporte e sim de vencer.

Ninguém fica satisfeito com uma medalha de prata, ou de bronze, o que todo mundo quer é a medalha de ouro! Não reconhecemos o esforço dos atletas, se o atleta está passando por um momento de dificuldade, ou até mesmo o nervosismo de estar ali, representando seu país, realmente não nos interessa. Não ganhou ouro, fracassou.  Nós temos que mudar esse tipo de pensamento e respeitar nossos atletas, como eles merecem.

O que o Brasil realmente precisa é de investimento na educação esportiva, criar leis de investimentos em esportes para apoiar os atletas brasileiros, melhorar a estrutura de escolas publicas para que possam ser montados centros de treinamento de alto nível para variados tipos de esporte e serem descobertos talentos desde cedo. Em longo prazo os resultados virão, quanto a isso não há duvida, e sim os resultados vão demorar.

Não é da noite para dia que se muda a mentalidade das pessoas, que se muda o sistema de educação do país, que é muito precário, o Brasil precisa muito qualificar professores, acreditar nas futuras gerações e acima de tudo investir mais nos esportes se quisermos conquistar futuras medalhas de ouro para o país.  

Nós realmente acreditamos que o investimento nos esportes seja o alicerce para um desempenho melhor do Brasil nas olimpíadas. Seis medalhas de prata e seis medalhas de bronze foi isso que nossos heróis brasileiros conquistaram para nosso país. Sim, porque essas pessoas são verdadeiros heróis por terem conseguido superar obstáculos, chegar até as olimpíadas e fazer o seu melhor pelo país. Nossos sinceros parabéns para todos vocês.